Reste avec moi, mon amour pur,
car tout n'est que littérature.
(Max Jacobs)
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Friday, June 04, 2010
Tuesday, December 29, 2009
Lembram-se disto?
(o último é particularmente bom...)
Tenho saudades destas novelas... (e da Tieta e do Roque Santeiro e da Pedra sobre Pedra e de toda uma altura em que figuras mágicas se ligavam desta forma tão pouco real à realidade fazendo-nos desejar e sonhar que poderíamos ser como elas... nestas lutas sem fim entre o bem e mal em que o bem vencia sempre, sempre! e o mal não era assim tão mau... não era apenas mal! e bem nem sempre era bom!)
Long live Vampires! (but these ones, please...)
Saturday, December 26, 2009
Love Letters
"I know I screwed it up - but I will love you forever."
(in Sex and the City - The Movie)
Sunday, September 20, 2009
Thursday, August 13, 2009
Duetos Improváveis
Se os A Naifa se juntassem em dueto com o Rodrigo Leão, poderíamos ter algo como (respectivamente "Todo o amor do mundo" e "Pasión"):
Se "todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada", então "abrázame esta noche aunque no tengas ganas. Prefiero que me mientas".
Saturday, June 20, 2009
Escolher pessoas...
Somos infalíveis na nossa escolha de amantes, particularmente quando precisamos da pessoa errada. Existe um instinto, uma força magnética ou uma antena que busca o inadequado. A pessoa errada é, obviamente, certa para determinadas coisas - para nos punir, oprimir ou humilhar, para nos desiludir, abandonar ou, pior ainda, para nos dar a impressão de não ser inadequada, mas quase certa, mantendo-nos assim presos no limbo do amor.
Não é toda a gente que é capaz de fazer isto.
Right C.?
Friday, May 29, 2009
Piadas escatológicas
Há pessoas assim. Aparecem nas nossas vidas e não queremos que desapareçam. Aquelas que se lembram de nós só porque sim. E que nos surpreendem com essa lembrança.
O J. é daquelas pessoas que faria um morto rir. Rir até cair para o lado e morrer a rir. O J. é daquelas pessoas que te deixa tão à vontade que até as piadas escatológicas tu lhe perdoas (porque vá, é preciso um certo nível de confiança para as piadas escatológicas). O J. é daquelas pessoas que mesmo não o conhecendo bem, é possível imaginá-lo a contar as suas histórias.
E, na verdade, este post serve apenas para deixar aqui uma dessas histórias. E tudo por causa dos anúncios a iogurtes da Fátima Lopes...
"Querido diário, hoje sinto-me desarranjado... Deve ser da fruta ou do tempo. Quando vou à casa-de-banho entro com receio, pois sei que vou largar parte de mim e abandona-la, deixando-a órfã do meu ser, e atirando-a para um labirinto de condutas.
Sei que vou sentir falta de parte de mim, como quem sente a partida de um filho para a guerra... sabe para onde vai, mas sabe que só há merda por lá...
Sinto que vou perder algo importante, como as pevides do mamão que tanto gosto me deu a comer... a suculenta manga e o carpaccio caríssimo do eleven...
Sinto que investi tanto para em tão escassos momentos libertar-me de mim, por isso escrevo-me estas palavras neste escotex dupla folha aromatizada... que poderei um dia usar como marcador de livros e deixa-los perfumados com este cheiro a lavanda... e recordar a parte de mim que larguei, deixei para trás, sozinha, abandonada... revolta e perdida.
FIM da verborreia
PS: sei que um dia me irei encontrar com 'parte de mim' numa praia! I wish... I pray... I wonder!"
O J. é daquelas pessoas que faria um morto rir. Rir até cair para o lado e morrer a rir. O J. é daquelas pessoas que te deixa tão à vontade que até as piadas escatológicas tu lhe perdoas (porque vá, é preciso um certo nível de confiança para as piadas escatológicas). O J. é daquelas pessoas que mesmo não o conhecendo bem, é possível imaginá-lo a contar as suas histórias.
E, na verdade, este post serve apenas para deixar aqui uma dessas histórias. E tudo por causa dos anúncios a iogurtes da Fátima Lopes...
"Querido diário, hoje sinto-me desarranjado... Deve ser da fruta ou do tempo. Quando vou à casa-de-banho entro com receio, pois sei que vou largar parte de mim e abandona-la, deixando-a órfã do meu ser, e atirando-a para um labirinto de condutas.
Sei que vou sentir falta de parte de mim, como quem sente a partida de um filho para a guerra... sabe para onde vai, mas sabe que só há merda por lá...
Sinto que vou perder algo importante, como as pevides do mamão que tanto gosto me deu a comer... a suculenta manga e o carpaccio caríssimo do eleven...
Sinto que investi tanto para em tão escassos momentos libertar-me de mim, por isso escrevo-me estas palavras neste escotex dupla folha aromatizada... que poderei um dia usar como marcador de livros e deixa-los perfumados com este cheiro a lavanda... e recordar a parte de mim que larguei, deixei para trás, sozinha, abandonada... revolta e perdida.
FIM da verborreia
PS: sei que um dia me irei encontrar com 'parte de mim' numa praia! I wish... I pray... I wonder!"
by JB
Friday, April 17, 2009
Um diálogo com a Morte
Este foi o primeiro título que me veio à cabeça. É raro começar a escrever pelo título. É como se o início só se revelasse verdadeiramente no fim. E mesmo assim tenho dúvidas. Não sei se estas são as palavras mais certas para começar. Porque não sei se é um diálogo. Porque não sei se é a Morte. Porque não sei se o que está em causa é o confronto connosco.
“Nému dormia, uma mão metida entre a cara e a almofada, nu, viajando pelo desmesurado espaço dalgum sonho de onde, certamente, Beno fora excluído. E, por instantes, este sentiu ciúmes por não poder estar dentro do sonho de Nému.
Mas com o decorrer dos meses, Beno viria a aprender que é muito difícil dormir com alguém, ser cúmplice desse abandono, dessa ausência a dois, do que fornicar.
E ambos foram aprendendo a dormir um com o outro, e Beno deixara de ter ciúmes dos sonhos de Nému.
«Fornicar - pensava Beno -, fornica-se com quem quer que seja ou quem seduzimos e desejamos. Mas dormir, dormir é muito mais complicado, leva tempo até se perder o medo de se entregar o corpo, assim...ao outro. E a lassidão dos corpos abandonados aos segredos do sono um do outro...é bela!»” (Al Berto in Lunário)
Há coisas que me são difíceis de catalogar. O filme da minha vida. A música da minha vida. O livro da minha vida. Gosto do que é cru. Gosto de tudo aquilo que foge aos floreados com que gostamos de pintar as coisas não bonitas. Gosto do cru das palavras, nuas e despidas de metáforas e segundos sentidos. Gosto quando chamam as coisas pelos nomes sem ter medo de lhes chamar. Medo… Um diálogo com o Medo.
“… Os personagens que hoje habitam a cena são outros tantos tu(s) e eu(s) que se servem da tua poesia para exercitar a aproximação à NOITE de cada um de nós. Roubei-te as palavras. Será o teatro capaz de apaziguar o medo do escuro?
João Brites
Palmela, 20 de Fevereiro de 2009”
A Noite até 26 de Abril aqui.
Saturday, April 04, 2009
O Amor II
Li aqui e não resisti a ir lá "roubar". Afinal de contas, este é o mesmo senhor que escreveu isto. Vou comprar o livro!
"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida. Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo."
Miguel Esteves Cardoso in O Amor É Fodido
Tuesday, March 10, 2009
...
Cruzei-me com este pequeno texto que aparentemente ninguém sabe de quem é. Uns dizem ser do Saint-Exupéry e que vem no Le Petit Prince (pois não vem que eu ontem à noite dediquei-me a ler a versão original). Outros dizem que é do Charles Chaplin. Seja de quem for, o mais importante continua a ser a mensagem:
Cada um que passa na nossa vida passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa na nossa vida passa sozinho, mas não vai só...
Leva um pouco de nós mesmos e deixa-nos um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.
Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.
Esta é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante
e que ninguém se aproxima do outro por acaso...
Le Petit Prince
- Adieu, dit le renard. Voici mon secret. Il est très simple: on ne voit bien qu'avec le cœur. L'essentiel est invisible pour les yeux.
- L'essentiel est invisible pour les yeux, répéta le petit prince, afin de se souvenir.
- C'est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante.
- C'est le temps que j'ai perdu pour ma rose... fit le petit prince, afin de se souvenir.
- Les hommes ont oublié cette vérité, dit le renard. Mais tu ne dois pas l'oublier. Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé. Tu es responsable de ta rose...
- Je suis responsable de ma rose... répéta le petit prince, afin de se souvenir.
Saint-Exupéry - Le Petit Prince
Thursday, February 26, 2009
Unreasoning...
fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.
o amor é ter medo e querer morrer.
Wednesday, February 25, 2009
Tuesday, February 10, 2009
Lisboa Song

Há livros. E depois há aqueles livros que enfiamos debaixo do braço e que podemos, virtualmente, ler em qualquer lugar num abrir e fechar de olhos, deixando-nos prender pelas palavras, deixando-nos levar pelo rio dos sentimentos que saltam daquelas páginas. Lisboa Song (António Mega Ferreira e fotografia de Amy Yoes) é um desses livros. Um diálogo entre palavras e imagens dá origem a um daqueles livros que se lê com um estalar de dedos, um daqueles livros que só verdadeiramente apreendemos com o tempo, com a leitura amadurecida desta ou daquela passagem.
Fica aqui a terceiro capítulo, parte, história, o que quiserem. Espero que possa abrir o apetite.
"Conta-me uma história, pediu-me. Ri-me. Conta-me uma história, disse outra vez. Apertou-me os dedos sobre o peito, pedia-me que lhe contasse uma história, eu cantarolei estava uma princesa debaixo de um laranjal, e ela, ansiosa, não, conta-me antes uma história, era uma vez um palácio, comecei, era um palácio novo, perguntou-me, eu tinha dúvidas que um palácio pudesse ser novo a não ser na nossa memória dele, ela queria uma história, e eu anunciara-lhe a história de um palácio, ela tinha os olhos fixos em mim, quem o mandou construir, foi um rei, sim, sim, diz-me se foi um rei, mesmo que seja mentira diz-me que foi um rei que o mandou construir, eu falava-lhe das mãos que o iam construindo, lanço a lanço, passo a passo, e ela insistia, foi um rei, sim, eu sei, foi um rei que mandou construir o palácio, o rei amava uma princesa bela como a lua, eu lembrava-me da princesa moura, mas ela dizia que não, a princesa era loura como todos os sóis, e o rei mandara construir aquele palácio interminável, sim, gritou, o palácio era interminável, havia portas que abriam para o céu e janelas escancaradas sobre o tempo, o rei queria que o palácio não tivesse fim, ele queria que a obra cantasse a insuportável dor de amar a princesa que era bonita como as estrelas, lembras-te, e eu disse que sim, mas talvez ela tivesse notado que alguma coisa viera instalar-se entre nós, então, ela parou, olhou-me durante muito tempo, disse, tudo te lembra sempre alguma coisa, não é, e eu soube que antes de tudo, mesmo que não fosse verdade, era a história do meu palácio que ela queria ouvir." (António Mega Ferreira)
Apesar de eu recomendar o livro na sua versão material, fica aqui a digital para aqueles que a queiram explorar.
Saturday, January 10, 2009
Wednesday, January 07, 2009
...
We'll always have Paris. (Casablanca)
Sunday, January 04, 2009
Thursday, December 25, 2008
Skins
"He wants me."
"I do."
"But he can never have me."
"I'm hopeful."
"It's just perfect, isn't it?"
Tuesday, December 09, 2008
Six Feet Under II
"Maybe your soulmate is the person who forces your soul to grow the most. Not all growth feels good."
"All we have is this moment. Right here. Right now. The future is just a fucking concept that we use to avoid being alive today. So be here now."
"All we have is this moment. Right here. Right now. The future is just a fucking concept that we use to avoid being alive today. So be here now."
(Six Feet Under)
Thursday, October 23, 2008
on LOVE
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wand'ring bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
(William Shakespeare - Sonnet 116)
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wand'ring bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
(William Shakespeare - Sonnet 116)
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